Deixo baixo um excelente vídeo do Projeto Educa Bahia do "Profº. RICARDO CARVALHO - OS TEMPOS MODERNOS".
Nossa História
domingo, 21 de abril de 2013
Atividade Substitutiva I
Sistematizando o conhecimento
1. Na pintura medieval, as pessoas não eram
representadas da forma como nós vemos, pois não havia a preocupação com noções
de profundidade e proporcionalidade. Observe as imagens a seguir, que
representam as Três Graças, deusas da Antiguidade clássica. Depois, responda às
questões.
a.
b.
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| Detalhes de A primavera, de Botticelli, século XV, em que estão representadas as Três Graças. |
2. Leio os textos a seguir.
Texto A
[...] a ciência é apenas um
degrau, uma escada, um instrumento, que conduz a Deus. O homem não conhecerá a
Deus pelas categorias do raciocínio, mas na pura contemplação. A razão conduz
até as portas da mística e, então, cala para ceder lugar à graça. Penetrar
neste último estágio da contemplação e do êxtase é tarefa fora do alcance das
forças humanas.
Urbano Zilles. Fé e razão no pensamento medieval.
Porto Alegre: Edipucrs, 1993, p. 100. (Filosofia 1).
Texto B
Devo primeiramente fazer
alguns experimentos antes de prosseguir, pois é minha intensão mencionar a
experiência primeiro, e então demonstrar pelo raciocínio por que tal
experiência é obrigada a operar de tal maneira. E essa é a regra verdadeira que
aqueles que especulam sobre os efeitos da natureza devem seguir.
Fritjof
Capra. A ciência de Leonardo da Vinci: um mergulho profundo na mente do grande
gênio da Renascença. Trad. Bruno Costa. São Paulo: Cultrix, 2008, 2008. P. 7.
3.
O texto a
seguir foi escrito pelo renascentista francês François Rabelais, que viveu
entre os anos 1494 e 1553. Chamado Gargântua
e Pantagurel , esse texto apresenta críticas à hierarquia da Igreja.
Leia-o.
(A ilha era habitada por pássaros) grandes, belos e
polidos, em tudo semelhantes aos homens da minha pátria, bebendo e comendo como
homens, digerindo como homens, dormindo como homens... Vê-los era, uma bela
coisa. Os machos chamavam-se clerigaus,
monagaus, padregaus, abadegaus,
bispogaus, cardealgaus e papagau -
este era o único da sua espécie... Perguntamos porque havia só um papagau.
Responderam-nos que... do clerigaus nascem os padregaus... dos padregaus nascem
os bispogaus, destes os belos cardealgaus, e os cardealgaus, se antes não os
leva a morte, acabam em papagaus, de que ordinariamente não há mais que um,
como o mundo exige apenas um Sol... Mas donde nascem os clerigaus?... – Vêm dum
outro mundo, em parte de uma região maravilhosamente grande, que se chama
Dias-sem-pão, em parte doutra região Gente-de-masiada... As coisas passa-se
assim: quando, nalguma família desta última região, há excesso de filhos,
corre-se o risco de a herança desaparecer, se for dividida por todos; por isso,
os pais vêm descarregar nesta ilha Conrcundal os filhos a mais... [...]. Maior
número ainda vem de Dias-sem-pão, pois os habitantes dessa região encontram-se
em perigo de morrer de foma, por não ter com que se alimentar e não saber nem
querer fazer nada, nem trabalhar em arte ou ofício honesto, nem sequer servir a
outrem... então voam para aqui, tomam aqui este modo de vida, e subitamente
engordam e ficam em prefeita segurança e liberdade.
François
Rabelais, Gargântua e Pantagruel. In: Adhemar Martins Marques e outros.
História moderna através de textos. 11 ed. São Paulo: Contexto, 2005. P. 94-5.
(Textos e documentos).
segunda-feira, 15 de abril de 2013
A arte renascentista na Itália
As principais manifestações artísticas ocorreram nos campos da pintura, da música, da literatura, da arquitetura e da escultura. O desenvolvimento comercial, propiciado pelo crescimento dos centros urbanos, gera o enriquecimento da burguesia, que passou a financiar os artistas, esta prática ficou conhecida como Mecenato.
A arte renascentista se aproximou do humanismo e buscou inspiração na estética clássica greco-romana, representando elementos de maneira mais fiel à realidade e incorporando temas populares às suas obras.
| Concerto, foi feita por Lorenzo Costa em 1500. |
| Detalhe da Criação de Adão, afresco pintado por Michelangelo, entre 1508 e 1512, na capela Sistina, no Vaticano. |
A ciência no renascimento
A ciência era chamada de "Filosofia Natural" que buscavam um método racional e universal, para a fundamentação da chamada ciência moderna. Esta por sua vez composta por princípios universais "leis", das quais não possuíam um único método de estudo, mas três: raciocínio, observação e experimentação.
Raciocínio: capacidade de obter conclusões a partir da razão.
Observação: capacidade humana de observar a natureza, valorizando a curiosidade, vontade de conhecer tudo que ainda é desconhecido.
Experimentação: capacidade de reproduzir um fenômeno específico , mantendo sempre as condições ambientais e verificando quais as características desse fenômeno se repetem, a fim de estabelecer uma teoria ("lei").
Baseados nessas três faculdades metais, os pensadores renascentistas elaboraram métodos inovadores e promoveram avanços científicos em distintas áreas.
Baseados nessas três faculdades metais, os pensadores renascentistas elaboraram métodos inovadores e promoveram avanços científicos em distintas áreas.
| Criação da Prensa no século XV. Essa prensa permite a difusão de diversos livros pela Europa. |
| Asa-delta projetada por Leonardo da Vinci há cerca de 500 anos. |
As divergências com a teologia católica
A tradição católica valorizava o conhecimento adquirido pelo método escolástico. Esse método se apoiava no senso comum e na autoridade da Bíblia e dos textos canônicos. Os renascentistas valorizavam o conhecimento, obtidas a partir da análise dos fenômenos naturais e humanos.
A seguir algumas questões fundamentais das divergências entre a Teologia e o Humanismo
Interpretação escolástica
|
Interpretação
renascentista
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Teocentrismo: Deus como
referencial
O Teocentrismo
(do grego theos= deus) consiste na ideia de que Deus é o único referencial
aceitável para se explicar os fenômenos do universo. Essa visão defendia que
tudo o que existe foi criado por Deus, e que o ser humano, após a morte, só
pode “ascender aos céus” por meio da fé na Igreja, nos anjos e nos santos
católicos.
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Antropocentrismo: o homem
como referencial
O antropocentrismo (do grego anthropos = homem)
consiste na ideia de que o ser humano é a principal referência para se
compreender os fenômenos do Universo. Essa concepção estabelece que as
pessoas são capazes de compreender Deus e o Universo por meio da própria
razão, sem depender do intermédio de clérigos. Propunham ainda a tomada da
consciência individual que estimulasse a capacidade criativa humana em busca
de um conhecimento universal.
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Geocentrismo: a Terra no
centro do Universo
O modelo cosmológico geocêntrico (do grego geo =
terra), embasado na astronomia de Aristóteles. Adequava-se à antiga tradição
religiosa que considerava a Terra como o centro de toda a criação divina,
pois é em sua superfície que vive o ser humano, tido como a principal criação
de Deus.
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Heliocentrismo: o Sol no centro do Universo
O antigo modelo cosmológico heliocêntrico (do
grego hélios = sol), apesar de já ter sido desprezado pela Igreja, foi
reformulado pelo padre e astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Ele
desenvolveu teorias fundamentais para a astronomia moderna, ao conceber que a
Terra como um planeta que realiza movimentos de rotação e de translação.
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Uma visão de mundo humanista
A visão que prevalecia era dominada pela igreja, a qual colocava teologia em posição de destaque. A partir do século XIV, uma elite de estudiosos formada tanto por laicos quanto por clérigos passou a apresentar novas propostas de estudo de ensino. Os humanistas, iniciaram um movimento de renovação do conhecimento tradicional. Para isso defenderam um programa de "estudos humanistas", composto de poesias, gramática, história, filosofia, matemática, retórica e ética.
Os humanistas consideravam que a mais alta cultura havia sido aquela da Antiguidade greco-romana. Esse ideal de revalorização de uma cultura criada em um universo pagão não significava que os humanistas fossem antirreligiosos. O que eles criticavam era o dogmatismo e a estagnação do saber tradicional.
Por que Renascimento?
O termo "Renascimento" foi criado no século XVI para caracterizar uma época de "renovação" cultural e intelectual em relação à Idade Média.
A época do Renascimento
Assim como vimos e discutimos na postagem anterior percebemos que, a Europa passou por um processo de grande desenvolvimento econômico, devido ao aumento da produção e a expansão comercial e urbana. Contudo ao final do século XIV, tais desenvolvimentos desaceleraram, provocando várias tensões sociais como a "Guerra dos Cem anos" e a peste negra, tais problemas cria a situação ideal para a ascensão social, pois o mortandade se espalha neste contexto fazendo com que da mão de obra venha a encarecer e a nobreza enfraquecida economicamente pelas dividas de guerra aumente os impostos, levando as frequentes revoltas populares.
Neste contexto a burguesia comercial e financeira ascendente socialmente aproveita para adquiri as propriedades de nobres falidos.
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