A tradição católica valorizava o conhecimento adquirido pelo método escolástico. Esse método se apoiava no senso comum e na autoridade da Bíblia e dos textos canônicos. Os renascentistas valorizavam o conhecimento, obtidas a partir da análise dos fenômenos naturais e humanos.
A seguir algumas questões fundamentais das divergências entre a Teologia e o Humanismo
Interpretação escolástica
|
Interpretação
renascentista
|
Teocentrismo: Deus como
referencial
O Teocentrismo
(do grego theos= deus) consiste na ideia de que Deus é o único referencial
aceitável para se explicar os fenômenos do universo. Essa visão defendia que
tudo o que existe foi criado por Deus, e que o ser humano, após a morte, só
pode “ascender aos céus” por meio da fé na Igreja, nos anjos e nos santos
católicos.
|
Antropocentrismo: o homem
como referencial
O antropocentrismo (do grego anthropos = homem)
consiste na ideia de que o ser humano é a principal referência para se
compreender os fenômenos do Universo. Essa concepção estabelece que as
pessoas são capazes de compreender Deus e o Universo por meio da própria
razão, sem depender do intermédio de clérigos. Propunham ainda a tomada da
consciência individual que estimulasse a capacidade criativa humana em busca
de um conhecimento universal.
|
Geocentrismo: a Terra no
centro do Universo
O modelo cosmológico geocêntrico (do grego geo =
terra), embasado na astronomia de Aristóteles. Adequava-se à antiga tradição
religiosa que considerava a Terra como o centro de toda a criação divina,
pois é em sua superfície que vive o ser humano, tido como a principal criação
de Deus.
|
Heliocentrismo: o Sol no centro do Universo
O antigo modelo cosmológico heliocêntrico (do
grego hélios = sol), apesar de já ter sido desprezado pela Igreja, foi
reformulado pelo padre e astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Ele
desenvolveu teorias fundamentais para a astronomia moderna, ao conceber que a
Terra como um planeta que realiza movimentos de rotação e de translação.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário