Sistematizando o conhecimento
1. Na pintura medieval, as pessoas não eram
representadas da forma como nós vemos, pois não havia a preocupação com noções
de profundidade e proporcionalidade. Observe as imagens a seguir, que
representam as Três Graças, deusas da Antiguidade clássica. Depois, responda às
questões.
a.
b.
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| Detalhes de A primavera, de Botticelli, século XV, em que estão representadas as Três Graças. |
2. Leio os textos a seguir.
Texto A
[...] a ciência é apenas um
degrau, uma escada, um instrumento, que conduz a Deus. O homem não conhecerá a
Deus pelas categorias do raciocínio, mas na pura contemplação. A razão conduz
até as portas da mística e, então, cala para ceder lugar à graça. Penetrar
neste último estágio da contemplação e do êxtase é tarefa fora do alcance das
forças humanas.
Urbano Zilles. Fé e razão no pensamento medieval.
Porto Alegre: Edipucrs, 1993, p. 100. (Filosofia 1).
Texto B
Devo primeiramente fazer
alguns experimentos antes de prosseguir, pois é minha intensão mencionar a
experiência primeiro, e então demonstrar pelo raciocínio por que tal
experiência é obrigada a operar de tal maneira. E essa é a regra verdadeira que
aqueles que especulam sobre os efeitos da natureza devem seguir.
Fritjof
Capra. A ciência de Leonardo da Vinci: um mergulho profundo na mente do grande
gênio da Renascença. Trad. Bruno Costa. São Paulo: Cultrix, 2008, 2008. P. 7.
3.
O texto a
seguir foi escrito pelo renascentista francês François Rabelais, que viveu
entre os anos 1494 e 1553. Chamado Gargântua
e Pantagurel , esse texto apresenta críticas à hierarquia da Igreja.
Leia-o.
(A ilha era habitada por pássaros) grandes, belos e
polidos, em tudo semelhantes aos homens da minha pátria, bebendo e comendo como
homens, digerindo como homens, dormindo como homens... Vê-los era, uma bela
coisa. Os machos chamavam-se clerigaus,
monagaus, padregaus, abadegaus,
bispogaus, cardealgaus e papagau -
este era o único da sua espécie... Perguntamos porque havia só um papagau.
Responderam-nos que... do clerigaus nascem os padregaus... dos padregaus nascem
os bispogaus, destes os belos cardealgaus, e os cardealgaus, se antes não os
leva a morte, acabam em papagaus, de que ordinariamente não há mais que um,
como o mundo exige apenas um Sol... Mas donde nascem os clerigaus?... – Vêm dum
outro mundo, em parte de uma região maravilhosamente grande, que se chama
Dias-sem-pão, em parte doutra região Gente-de-masiada... As coisas passa-se
assim: quando, nalguma família desta última região, há excesso de filhos,
corre-se o risco de a herança desaparecer, se for dividida por todos; por isso,
os pais vêm descarregar nesta ilha Conrcundal os filhos a mais... [...]. Maior
número ainda vem de Dias-sem-pão, pois os habitantes dessa região encontram-se
em perigo de morrer de foma, por não ter com que se alimentar e não saber nem
querer fazer nada, nem trabalhar em arte ou ofício honesto, nem sequer servir a
outrem... então voam para aqui, tomam aqui este modo de vida, e subitamente
engordam e ficam em prefeita segurança e liberdade.
François
Rabelais, Gargântua e Pantagruel. In: Adhemar Martins Marques e outros.
História moderna através de textos. 11 ed. São Paulo: Contexto, 2005. P. 94-5.
(Textos e documentos).


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